quarta-feira, maio 21, 2008

divisor de águas

Minha barriga ronca, mas não me mexo
No rádio ouço a voz da cantora que já morreu, mas vive na arte da filha
A vontade é de não sair daqui
A sensação de liberdade é imensamente penetrante
Nos ossos, na alma
O sono entra em meus olhos clamando descanso
meu corpo grita
em um sopro suave
nas pestanas pesadas
Não vou lutar
Vou me entregar para desta vez não acordar estranhada
acompanhada da sensação do esquisito
do acordar fora da minha cama
do não querer mais isso
do não saber para onde correr,
mas ao mesmo tempo saber exatamente o que fazer

Afinal no final é isso que vale
somente isso

a vida é uma só


simbora
ser feliz.

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