quinta-feira, julho 12, 2007

declaração de amor




esta noite roubei momentos silenciosos teus --tua serenidade é apaixonante.


quase escuto seu respirar se não fosse a forte música de Bach preeenchendo os espaços vazios do quarto.


a fraca luz amarela que invade o quarto é suficiente para iluminar teu harmonioso rosto quase imóvel se não fosse por alguns momentos de movimentação no meio do sono --como se sentisse meu olhar extremamente e insuportavelmente terno sobre teu descanso.


o orgão de Bach enche o ambiente e me enebria; a única coisa que penso é te abraçar e dizer o que sinto por ter-te na minha vida.


teus pequenos movimentos --como você--denunciam a influência da música e talvez meus ruídos delatores invasivos em seu território são quase imperceptíveis.


estou transbordando de amor e minha reação é olhar-te mais profundamente como desejando roubar-te momentos de total vulnerabilidade.


meu olhar percorre teu pequeno corpo que jaz inocentemente sobre o cobertor que irá te aquecer nas horas de frio intenso no final da madrugada.


tudo é lindo: a meia que você adora, o pijama que fica curto a cada dia denunciando o umbigo desprotegido, o coçar do olho no momento de quase acordar para somente trocar de posição.


virando para meu lado, você abraça o pimpão e se coloca na posição fetal, na qual esteve por meses até conhecer este mundo.


como você é especial


como você é único


como você é forte


como você me ensina


como você me faz companhia


como você me dá trabalho


como você me alegra


como você é pequeno


como você é grande




um pequeno grande homem que ilumina tudo ao seu redor quando sorri

segunda-feira, junho 04, 2007

poesia da solidão


da primeira vez que te vi

você não estava só

é só.

te vi e queria estar ao teu lado,

me coloquei

você ficou só

e quis assim ficar

assim ficou


estou só

sem você


somente mais um desencontro

depois de um descolado encontro

quinta-feira, maio 31, 2007

roubaram a franz schubert

foto zé pedro

a música instrumental de artur nestrovky me levou de volta às ruas da cidade jardim, onde tive uma visão que me deixou quase que chocada, não fosse o susto da nova imagem que se formou em minha retinas amanhecidas.

o antigo ponto de encontro de uma geração nos anos 80 na famosa cidade jardim, com suas marcantes casas noturnas, onde abrigavam iniciantes baladeiros, já não existe mais.

sim, as casas noturnas que recebiam aqueles jovens aspirantes à fase adulta aos finais de semana, não se encontram onde as deixamos e, no lugar delas, há um gigantesco prédio.

um, apenas um, monstruoso, que nos dá a certeza de não ter sobrado absolutamente nada, além daquilo que carregamos em nossas memórias.

e isso tem acontecido com a cidade de modo geral.

eu vivo aqui desde que nasci, salvo períodos que passei fora, sempre estive acompanhando o crescimento assustador da cidade.

há lugares que passo na vila madalena, por exemplo, que estão completamente descaracterizados devido à demanda da cidade.

outro dia fui para os lados do shopping morumbi, local que há muito não ia, e na volta pela marginal, quase bati o carro ao vislumbrar a magnânima construção que ali cresce velozmente à beira da avenida berrini.

o que é isso meu deus?

me senti em um filme antigo, onde me encontrar diante de tal construção seria justificável por ser uma obra faraônica. sim, aquilo que vi é de fato algo faraônico, e acho que o que mais me assustou foi constatar que a obra é mais alta que os prédios que beiram a marginal.

me entristece ver impotente nossa cidade mudar dessa maneira. sei, é para o bem de todos, muitos carros, muita gente, muita demanda. até fico aliviada em ver também iniciativas como a do pomar, que está trazendo o verde ao alcance de nossos olhos, seja à beira da marginal, seja onde for, pois o que mais sinto saudade é da cor verde que está assustadoramente sendo substituída pela cinza.

sinto que agora podemos de fato chamar nossa cidade de selva de pedra, tão raro ver o que se chama de selva literalmente...

foto thomas rohrert

terça-feira, maio 29, 2007

amizade


foto c. arruda


a amizade deve ser linda,
simples e
pura
pra fluir bem.
ela tem que vir com as melhores intenções,
daí tirar as melhores trocas e encontros que podem ser levados por toda uma vida.
uma amizade pode parecer boba, ingênua, mas ela pode ter o poder de muitos.
ela ajuda, constroí, nos faz ver a nós mesmos, nos ensina o que é o companheirismo, a incondicionalidade sobre as relações, a paciência com o próximo, nos faz rir de nós mesmos e nos faz crescer.
amizade é troca constante.
perder uma amizade é perder parte de si, de uma história.
saber conservá-la é saber se valorizar e cultivar coisas boas na vida.

cada amizade é unica.
cada encontro é especial.
cada olhar aprofunda.
cada toque aproxima.

amizade para saber, só vivenciando.

quer ser meu amigo?

terça-feira, maio 22, 2007

t.o.q.u.e.




o toque, sem registro, é apenas o toque.


prazeroso e duradouro enquanto dure, na vã tentativa de aprofundar os laços, esbarra no próprio gesto de tocar.


o ser tocado sem tocar.


imagem esta que perdura e se faz confirmada pela falta de zelo das informações passadas e intimidades trocadas.


o ar blazê de não sei, não soube e não me interesso em saber se coloca na balança das coisas importantes.


a balança pende sem chances de empate.


e a partir daí, a escolha a ser feita: insistir na tentativa do efetivo toque dentro do iminente risco de ser [efetivamente] tocada, ou buscar o ser que se deixe tocar sem medo do real toque daquele que deseja tocar e ser tocado.

conversa íntima



não sei ao certo se posso/devo/consigo fazer das tuas as minhas convicções.

claro, cada um tem uma bagagem de vivências, assim como de medos, de traumas, de alegrias e de ponto de vista.

olho no espelho e vejo uma mulher formada-no interior creio muito longe disto- mas seria bobagem crer que poderia encontrar alguém para crescer junto? Alguém que pudesse dividir meus medos mais profundos assim como minhas maiores conquistas?
será que perdi o bonde?
será que, em algum lugar eu peguei outro caminho fazendo escolhas que julguei acertadas para a época e para aquilo que acreditava precisar viver; e nessa retomada de estrada, já não tenho mais os sapatos certos para esta caminhada?

afinal não somos os mesmos, não somos iguais às pedras que encontramos pelo caminho.

acredito em muitas coisas e acredito que posso mudar o que acredito, mas me agredir para tentar acreditar em coisas que nunca acreditei, já acho que vai contra a minha natureza.

desculpe, mas não posso ...

... preferível te perder a ficar ao teu lado sem ser eu mesma.

segunda-feira, maio 21, 2007


lembrei-me da garrafa que jaz na geladeria até hoje.

não foi suficiente.

lembrei das risadas dadas com tanto entusiasmo.

não foi suficiente.

lembrei-me dos dias passados tão intensamente diante do computador, como num suspiro desesperado pela presença do outro, em dias de passado remoto.

não foi suficiente.

não sou daquelas de dar bronca, pelo contrário, sou até sutil demais aos mais desavisados.

mas isso também não foi suficiente.


e tua não sutileza me atropelou em inúmeros telefonemas enloquecidos por um papo vazio, desavisado de mágoas recentes.

a garrafa está lá ainda, e eu, sem saber ao certo que destino dar a ela, deixo-a, como deixo nossa amizade na geladeira.


até o tempo se encarregar do resto.

domingo, maio 20, 2007

engano real


e quando achei que estávamos dando um passo para frente, olhei atráves do vidro embaçado e pude enxergar os dois passos para trás que de fato demos.


me retraio no frio que me abriga e saio de cena para pensar se aceito-te assim, ou se simplesmente levarei minha vida do jeito que estou pronta para levar.
pois sinto que estou pronta.


e imaginar que foi um encontro desencontrado.

chorar o que tenho pra chorar e seguir sem olhar para trás.

sem pensar tanto no famoso

'podia ter sido você'...

quarta-feira, maio 16, 2007

sonhos


entre sonhos, devaneios e entrelaçar de pernas, o desenho de duas rosas se fez nítido; uma branca e outra negra, em um balé perfeito na noite escura.

senti ainda mais: um conjunto de cubos transparentes que se encaixavam ao longo dos corpos num infindável jogo de preto e branco.

a tranquilidade do sono de depois se perdeu depois do beijo de despedida.

devo confessar que o exercício de abrir a porta de minha casa não foi fácil, mas também me trouxe a dificuldade de deixar-te ser engolido pelo gélido ar da madrugada, abandonando sua imagem esfumaçada na penumbra.

o radio ligado que antes nos acobertava, se tornou vazio e a risada da lembrança dos pés descobertos fora da cama se fez presente.

em meio a sonhos, devaneios, e entrelaçar de corpos, as cobertas nem foram ajeitadas devidamente.

e o teu cheiro ficou, assim como o calor de suas mãos em minha pele.

fechei os olhos e sonhei novamente.

terça-feira, maio 15, 2007


a noite fria nao era convidativa ao melhor dos passeios.

sai mesmo assim.

o vento gelado cortante me deu a certeza de ter escolhido bem o casaco pego no último minuto.

andei alguns metros quando notei, através da sombra no chão, uma segunda figura que me acompanhava. virei-me imediatamente e identifiquei uma figura masculina, nada suspeita, mas que, nitidamente se embaraçou com meu olhar curioso e repentino.

mudei de calçada e ele me ultrapassou do outro lado da rua.

segui meu caminho imersa em pensamentos, quando fui acometida por um fato novo: ao sentir estranha presença em minhas costas, me virei subitamente.

reconheci a mesma figura masculina desenhada no chão sujo metros atrás.

a incompreensão foi imediata: eu havia acabado de deixá-lo do outro lado da rua e lá estava ele, quase que grudado em mim.

meu sobressalto o deixou mais embaraçado ainda, mas logo sacou a chave de seu bolso deixando bem claro que nosso furtivo encontro terminaria ali, naquele portão.

segui e me vi sozinha olhando para o prédio de amigos-vizinhos pensando se deveria tocar a campainha ou não. optei pela segunda alternativa e segui pela calçada fria até de deparar com a própria vizinha fora de casa.

após abraço caloroso, a tentativa ao longo de dez minutos de colocar a vida em dia , mas principalmente saber uma da outra na tentativa de abafar a distância e a falta de convívio.

os inevitáveis e incessantes questionamentos de minha ausência prolongada no conhecido ponto de encontro me suscitaram um certo incômodo, pois nao consegui efetivamente me explicar.

após despedida, continuei meu caminho até me sentar na mesa do bar de esquina tão familiar na tentativa de me aquecer em minhas palavras no caderno surrado que levava debaixo do braço.

o telefone tocou e assim se configuraria mais um encontro...

quarta-feira, abril 11, 2007

carta


oi esther,
sempre ligada estou aqui, com o newton no coração levando essa dúvida de porques sem respostas aqui dentro de mim.
o tempo voa e 6 anos se passaram daquele telefonema que fez minha visão escurecer em pleno trânsito de são paulo anunciando tão triste notícia.
lucas esta com 6 anos e nunca me esqueço do newton falando dele, que queria conhecê-lo,... deus, parece que foi ontem!
sei que sumi e não mandei as fotos que tenho dele... mas achei um desenho que fiz quando passamos nosso primeiro final de semana juntos aí na casa de seus pais. ele dormia quando o captei com meus traços rápidos do lápis no papel antes que ele acordasse. mal sabia eu que ele era bem dorminhoco. quero te mandar esse desenho tb, mas preciso escanea-lo...e estou de mudança com a vida de pés pra cima, buscando minha autonomia nessa cidade suja e cara, ufff!
não ficarei me queixando, temos muita coisa que viver e outras tantas para trocar.
de uma maneira ou outra, newton nos uniu e cá estamos trocando figurinhas, de nossas vidas, e de quem nos deixou tão cedo.
justa ou não essa partida prematura fico feliz, todos os dias, de ter a lembrança dele em minha vida.
um grande beijo pra ti, teu brother, pro teu pai, e pra maria paulistana, que me acolheu tão calorosamente em sua casa.
essas são minhas palavras para você e para todos ai.
de alguém que também tem o newton no coração.
carinho
lara

terça-feira, janeiro 09, 2007


O relógio anunciava a hora avancada: 1h30 da manha quando meu celular tocou. Achei que fosse algum amigo brincalhão, visto que eu acabara de receber um telefonema do genero.
Antes de atender verifiquei o numero: era meu irmão.
Atendi apreensiva pensando no motivo do telefonema aquela hora da madrugada. Ao dizer 'alô'meio desconfiada, desconfiado estava meu irmao do outro lado da linha. Ele falava normalmente, pausadamente, me perguntando onde eu estava e se estava tudo bem. Achei tudo muito estranho, pois aquele tipo de conversa voce tem de dia, não de madrugada. Fiquei aflita, não aguentei e perguntei o que tinha acontecido e com quem.
Ele tentou de maneira mais calma me contar que estava acontecendo algo sim, e comigo.
Parecia haver um grande zum zum zum de vozes por trás de sua voz receosa.
Entao ele fez um pedido estranho: que ligasse em seu celular para que ele se certificasse de que estava tudo bem. Sem entender muita coisa, obedeci. Depois com mais tranquilidade, explicou que haviam ligado para minha mãe dizendo que estavam comigo na favela ameaçando de morte uma hipotética filha de família raptada naquela mesma noite.
Até agora nao entendi muita coisa devido ao nervosismo de minha mãe, coitada –achando que sua única filha estava nas mãos de seqüestradores do PCC, daqueles que ligam a cobrar em sua casa, quebrando a traquilidade familiar atrás de dinheiro usando de mentiras.
Muito me assustei ao ouvir da boca de minha genitora que eles sabiam tudo de mim. Como? Me senti vigiada, invadida, exposta, desprotegida e o sentimento da raiva invadiu meus instintos: droga de cidade!
Na verdade são sábios malandros que se aproveitam do nervosismo de mães aflitas que vão soltando informações sobre filhos supostamente sequestrados, dando o alimento necessário para assustá-las ainda mais.
Soube que foram 15 minutos de negociãções até acordarem meu irmão que teve o espirito de ligar em meu celular para verificar a veracidade de tudo aquilo, visto que eles matinham meu pai no telefone fixo e minha mãe no celular a fim de evitar que ele entrassem em contato comigo.
E por mais que meu irmão agora ouvisse minha voz, mesmo assim quis se certificar pedindo que eu ligasse de volta confirmando meu bem estar. Pronto, confirmada minha presença em casa, telefones foram desligados e retirados do gancho.
Percebi que de nada adianta [um pouco talvez] saber desse trotes horrorosos pela internet, do que acreditamos nunca acontecer com nossa família.
Estou relatando justamente o que aconteceu comigo nesta madrugada, o que aconteceu desta vez com a minha família.
Este pequeno pesadelo invadiu a tranqüilidade de um simples lar paulistano de maneira arrebatadora, invasiva, sem pedir licença alguma. Deixou a todos apreensivos, nervosos com a violência que, a cada dia nos invade, e estamos a mercê disso.
E penso: porque atender a uma chamada a cobrar achando ser um filho ou um irmão em apuros que pode, de fato, estar precisando de ajuda? Não, a ordem e mudar os números de telefone, pois no desespero de imaginar um ente querido em perigo faz qualquer coisa, menos lembrar dos avisos daqueles emails com histórias de outras pessoas que passaram pela mesma situação.
Meu irmão antes de desligar comentou: que bom que não passou de um trote, todos tem uma história para contar, agora nós temos a nossa. Triste estatística.
Você pode estar em casa e um telefonema a cobrar mudar tudo o que esta acontecendo, e não passar de uma mentira, assim esperamos, que não passe de um susto. Mas qual o custo do susto? Ficarmos mais desconfiados? Olhar mais a rua quando chegamos e saímos de casa? Mais que o usual? Telefonar de 5 em 5 minutos para seus familiares para dizer que esta tudo bem?
Pode acontecer com você, com teu amigo, com teu vizinho.
Hoje aconteceu comigo e fico aqui tentando lidar com esse sentimento de impotência e percebo que somos reféns dessa violência descabida.
Como faço para dormir esta noite?

sábado, outubro 28, 2006


pensar na vida, pensar no que fazer, pensar com quem fazer, pensar que toda segurança é insegura.
o saber des-sabido [sic] descabido nos dá medo.
hoje li uma frase que me fez pensar:
o único sentimento real dentro de nós é a alegria --os outros são frutos de nossa mente.
é isso aí, porque não cultivar a alegria que temos ao invés de encontrar os outros sentimentos que não temos dentro de nós mesmos, mas criamos?

de dois em dois

pozzolli rabiscando

ele, de boné caqui e camiseta impecavelmente branca.
ela, com seu casaquinho azul sobre os ombros e tiara nos cabelos anoitecidos pela idade.

a ternura exala por seus corpos cansados . da vida.
o sol bate fraco mas o clima é quente, seus corpos frios se movimentam, trocam o calor pelas mãos dadas ao atravessar a rua.
agora os vejo sentados perto da porta do metro , o que será que eles esperam tão pacientemente?

ele, com as mãos entrelaçadas apoiadas nos joelhos.
ela, as mãos cruzadas sob as pernas.
seria a convivência que os fez tão parecidos em seus gestos?

alguém passa e os cumprimenta.

a espera continua.

até quando?

pozzolli criando

de tudo nada sei

.

Esta noite quando tentei descansar a cabeça nessa segunda feira molhada, percebi que meu coração se partiu ao meio e minha mente, num turbilhão, misturou lugares e pessoas quase não cabendo tudo em mim.
Fiquei inquieta por mais que Tchaikovsky tentasse acalmar meus ânimos, a perspectiva de criar raízes --por mais assutador que pareça, traz consigo a vontade de desatar o laço do doce desconhecido.
O vivido parecido, a conquista do conquistado.
Por um instante os meses vividos no Ceará me pareceram uma vaga e saborosa lembrança --seria eu capaz de não voltar?
Estou aqui com o próximo destino marcado: Bolívia, que me traz sim o verdadeiro sentido das raízes, longínquas, amorosas, fortes, com pessoas importantes e queridas.

Como que me me despedindo dessas paredes, o desejo de olhar para as minhas próprias aumenta, aumentando assim a vontade do amanhã.
Meu canto, nosso canto.
Tão perto, tão sonoro.
E o friozinho na barriga perdurará até tudo se concretizar.

[Acordei e minha alma e meu corpo estavam triturados--eu pesava 5 toneladas, seria o peso da consciencia literalmente?]

segunda-feira, setembro 25, 2006

flores em você

a vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida
vinicius

estou feliz de estar aqui e dos encontros que tenho tido.

por enquanto está bom, mas tende a melhorar...


flowers by Thomaz Rezende

sábado, agosto 12, 2006

ir e vir


voltar temporariamente[?] pra essa vida que nao tens tempo pra nada e tens que contar o tempo pra tudo

sábado, julho 29, 2006

contabilidade 4

me rendi a remedios e to melhorando, tudo está cicatrizando mas estou baqueada com os efeitos dessa forte medicina alopata...